sexta-feira, junho 23

Kido Style #1

Alerta!! Fofura ao mais alto nível, estilo e muita boa onda em imagens que partilho aqui convosco!! Os meus filhos são dignos de capa de revista, nem que seja pela cumplicidade maravilhosa que os liga! Olhem bem para isto!!

Bad Panda é uma marca com a qual me identifico a 200% !!
Outra fantástica dupla de manas! (As manas dominam o Mundo não?) Uma simpatia e profissionalismo bom demais.
Adoro não fossem comercializar peças super originais para as crianças mais estilosas. Peças que não vemos tão facilmente no comércio mais tradicional, nas lojas físicas em shoppings, etc. Roupas práticas, confortáveis e cheias de pinta, é este o mote. Para quem gosta de fugir ao típico azul menino - rosa menina, esta é a vossa marca! Eu adoroooooo e não resisti a este Jumpsuit cheio de setas a preto e branco para condizer com o pandinha cá de casa. Mas este não é um Bad Panda, muito pelo contrário ;) (dá para ver, não dá?). Juntos fazem uma dupla cúmplice e absolutamente irresistível. Nesta mini sessão feita pela mãe chata e babada, divertimo-nos muito! Claro que o Udy tem sempre muito soninho e na grande parte das fotos está mais para lá do que para cá! ahaha, meu pandinha fofo! 

Inspirem-se ♥
Relax... just be a cool kido 
Esta mãozinha a segurar a pata do Udy ♥



Doida com esta cara de maroto


Podem ser estes mãe?


  Mafalda 
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Bad Panda
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A melhor fase ... é sempre a do amor.

A melhor fase é sempre a que estamos a viver, no momento. A melhor fase é sempre o amor que sentimos, que aprendemos, que descobrimos e abraçamos. Os primeiros tempos são recordados com um brilho especial e alguma nostalgia. Podemos pensar que teríamos feito coisas diferentes. Que agora seriamos diferentes. Mas porque o haveríamos de ser? Fomos o que o nosso coração mandou. O que o instinto ditou. Fomos o melhor que sabíamos, mesmo com hormonas e incertezas. Fomos mães de primeira viagem, apesar de ainda o sermos, mas sempre cada vez mais com mais confiança, mais seguras de nós. De início é tudo tão fosco. O amor cobre-nos o corpo e o olhar desfoca com a emoção. Sabemos que amamos aquele ser como nunca imaginávamos ser possível. Mas conforme as fases vêm, aprendemos que esse amor é só cada vez maior à medida que ele cresce, o amor vai crescendo da mesma forma. Será que algum dia vai parar de crescer? Espero que não. O meu coração aguenta o infinito do teu amor.

com 3 meses ♡
Vemo-nos pela primeira vez. Passamos dias num olhar eterno. Dormimos juntos embalados um no outro. Vimos para casa juntos, conhecer o nosso lar, renovado com mais amor. Mas também com mais cansaço, sentimentos confusos. Aprendemos um com o outro, conhecemo-nos a cada minuto. Achamos incrível cada descoberta. O olho que abre e fecha. A boquinha que boceja. O primeiro sorriso com olhar cruzado em nós. A primeira mãozinha entrelaçada na nossa. O cheiro inebriante. 
Depois vem tanto, tanto mais. Ver o Mundo, senti-lo, conhecer os seus aromas. A primeira gargalhada com choro feliz de fundo dos pais. A primeira palavra, que não passa de som projetado em nós. A primeira sopa, a primeira fruta. As experiências atrapalhadas. O toque que descobre. As texturas. As cores. Os sons. A música que embala, alegra ou emociona. 
O sentar sozinho. As palminhas. O rebolar. O rastejar, gatinhar e finalmente andar. Vai sendo sempre uma caminhada feliz. 
Perguntam-me, qual a melhor fase? Eu respondo, a melhor fase é sempre a do agora, a do amor. Cada etapa tem um brilho especial. Nenhuma supera a outra, complementam-se e fortalecem o nosso amor. Anseio sempre pela nova etapa, porque sei que iremos estar sempre juntos. Vivo sempre a que estamos com intensidade, serenidade e alegria, porque sei que na etapa a seguir vou recordar de novo e sentir sempre que quero vivê-las todas de novo.

  Mafalda
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quinta-feira, junho 22

O nosso chaveiro L´Amora

Quando comecei este projeto pessoal, este diário de bordo que é este blog, comecei a escrever para me libertar, inspirada no meu filho e meia dúzia de amigos me liam. Aos poucos fui-me apercebendo que algumas pessoas desconhecidas iam chegando e a ficando, a ler, a gostar e a darem-nos palavras de carinho e incentivo. Passados alguns meses, ainda vejo este cantinho como meu e meia dúzia de amigos, nosso. Os quase 4000 seguidores para mim são isso mesmo, os meus meia dúzia de amigos, mesmo que em número sejam bem mais do que isso. Gosto de pensar que se sentem confortáveis connosco, como família, próximos e cúmplices. De projetar este cantinho como um pedacinho de nós. De partilhar convosco as nossas vivências, as nossas paixões e inspirações. Respirar ar puro, receber as energias que a natureza nos dá e projetar isso neste espaço também faz parte da minha inspiração e também para alguns de vós.

My little sailor ⚓
Os meus aventureiros sempre juntos..
Louca por este franja!
Depois chegam até nós pessoas incríveis que nunca pensámos vir a conhecer deste modo. As manas da L´Amora não são só uma marca.. longe disso! São duas amigas que fiz neste caminho. O amor de duas irmãs que virou arte. Haverá melhor que isto? Quando há amor... :) 'Umas mãos de ouro conciliadas com uma imaginação fértil dão origem a produtos únicos que certamente ficaram marcados na memória de todos.' É assim que elas se definem e é exatamente assim que elas são. Simpáticas, afáveis, humildes, amorosas e umas verdadeiras artistas. Fico muito feliz de saber que levo comigo esta nova amizade e que elas sentem o mesmo.

Seguem o blog, identificam-se connosco, incluindo com o doce Udy, gostam de nós e surpreendem-nos com um miminho super especial!!
Presentearem-nos com uma peça que me deixou completamente apaixonada.. Esta obra de arte - um chaveiro super giro, rústico e original - é uma prova da criatividade e bom gosto destas manas! Um chaveiro decorativo e funcional que une toda a família numa peça única que condiz na perfeição com o nosso estilo de vida e decorativo. E podemos fazer tantas coisas giras com ele sem ser só pendurar chaves. Uma chupeta, uma trela para o cão, um saquinho, um brinde, um recado de amor, são infinitas as ideias! :)

O mais rústico, mais original, mais lindo chaveiro!
O sempre no centro de tudo!
Podemos inventar tanta coisa!
Uma peça lindíssima de decoração.. 
O motivo de tudo ♡
Gostam? Se quiserem saber mais sobre esta ou outras peças falem com as manas! Garanto-vos que vão ficar tão fãs quanto eu, não só do trabalho e dedicação, como na simpatia! 

Muito obrigada por este miminho tão mas tão especial! Ficamos de coração cheio! 

Mafalda
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quarta-feira, junho 14

Ser Mãe no Limite

Vejo-te dormir, assim, aparentemente tranquilo, mas ainda não consegui desligar o botão, o que desconhecemos que existe em nós até o termos que dar uso. Aquele que deixa uma mãe em alerta total, um furacão , um vulcão, um tornado, uma autêntica força da natureza. Chamo-lhe botão porque foi assim que o senti a ligar de um momento para o outro, mal te deitámos e todos já sabíamos o que se iria passar naquela sala, menos tu. Com o olhar ingênuo, confuso e perdido. Eu estava ali, a dar-te a mão sempre, mas o teu olhar petrificou-me, congelou cada célula de tranquilidade existente em mim. O teu apelo não era correspondido da forma que querias, eu falhei-te, eu não te podia dar colo, não te podia amparar com o meu corpo, só te podia falar, olhar, tentar fazer sorrir. Senti-me a entrar numa redoma de medo, de culpa, sem chão. Estávamos os dois, assustados, ansiosos, perdidos. Os dois, agarrados um ao outro, era só isto que eu queria, fugir contigo dali e levar-te à praia, ver-te sorrir e ser feliz, como sempre. Tentei-te dizer isto no olhar e nos sorrisos forçados, mas tu vês mais além, como sempre, vês muito além e sabes. 

Voltou tudo em mim, em força, com tudo o que reprimi daquela vez, tão pequenino, acabado de nascer e confrontados com o desconhecido mais temido, aquele que ninguém quer conhecer. A saúde e as suas entrelinhas, tão complexas e desiguais. Há momentos em que percebemos o nosso limite, enquanto mães. Em que percebemos de verdade, palpável, a força e poder que tem este sentimento. Ser mãe em momentos limite é ter uma vontade aflitiva e urgente de trocarmos de lugar com eles, de sofrermos por eles, de fugirmos com eles, como uma leoa leva a sua cria entre os dentes pela savana fora.

Ser mãe em momentos limite é ter um in/out de momentos racionais e momentos de pura fantasia. Sabemos que são procedimentos para o bem deles, mas queremos que parem, que os deixem em paz, que nos libertem daquilo e digam que já passou e não é preciso mais.


Enquanto te vejo dormir, seguro, no meu peito, lembro-me de novo tudo aquilo que passamos pela primeira vez, mas sei agora que nem isso me preparou para o teu olhar hoje. O que nunca irei esquecer. Um olhar que não se descreve, sente-se e que não se deseja mais sentir. Agora já estás crescido, já conheces mais o Mundo e o teu olhar foi reflexo de tudo aquilo que não queria. Na primeira vez sofremos, mas tu não sabias. Só sabias que nos tinhas ali contigo. Mamavas, dormias e sorrias para nós. Agora sei que sabes, mesmo que não saibas o porquê e até é tão pior não saberes. Sentes medo e mostras no olhar. Corrói-nos esse olhar.

Penso nas mães que o sentem, tantas vezes e por motivos bem mais reais. Penso que ser-se estas mães é ser-se uma força maior que qualquer força. Sinto orgulho nelas, porque sei que hoje eu chorei e sabia que não passava disto e que não é o pior, nem de perto - felizmente. Mas é impossível equiparar dor nestes momentos. Sentimos e pronto. Uma dor que não se sente de outra forma, que queremos fechar numa caixinha e mandá-la corrente fora. 

Enquanto dormes, finalmente tranquilo, e enquanto escrevo finalmente liberto. E acredito que te vais esquecer. Que ainda és pequenino. Que já passou, tal como te sussurro ao ouvido tantas vezes. Que é para ter bem, para fecharmos finalmente este capítulo e para seguirmos em frente sem nunca mais olharmos para trás. Peço-te em silêncio que me perdoes, que entendas, que aquele olhar não se repita. Que saibas que não te conseguir fazer parar de chorar me desfaz, mas que estive sempre ali e estarei sempre.
Escrevo para ti, para mim e para todas as mães, especialmente as mães que o são, tantas vezes, no limite. Dizer que vos admiro é pouco. Sou completamente rendida a estas mães que o são e que o são de sorriso nos lábios e voz doce. Têm uma luz que vos faz serem assim, especiais. Nunca deixem de acreditar nessa luz e sejam sempre o seu reflexo em vós.



Aqui com 3 mesinhos ❥
Mafalda

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O Martim nasceu e com 1 mês de vida e 1 mês e meio teve duas infecções urinárias respectivamente. Ficamos internados e graças ao sintoma de febre muito alta, foi detectado a tempo e cumprido o seu tratamento. Foi detectada uma pequena mal formação no divertículo (que nasceu com ele e não foi vista nas ecografias) e desde então que é seguido e acompanhado pelas especialidades. Felizmente nunca mais fez infecções nem ficou com lesões renais e é um menino super saudável. No entanto, todo este processo é bastante moroso e susceptível a opiniões, exames e timmings chatos. Chegamos perto dos 2 anos e estamos finalmente a chegar a um fim. Fizemos hoje o último exame necessário para se perceber toda a dimensão do seu caso, exame este que tem algumas particularidades mais dolorosas, para não falar da parte emocional. Mas foi realizado com sucesso e agora é aguardar mais notícias, daquelas boas! :)
Decidi partilhar, não só porque escrever é um processo terapêutico para mim, mas porque sinto-me confortável em poder dar uma palavra a quem a queira e com este texto dar um miminho especial a todas as mães limite que o são tanto e mais que eu fui hoje, com um brilho imenso! Obrigada e beijinhos.

terça-feira, junho 13

Vou contar-te um segredo...

Tenho tantas saudades de te amamentar.
De sentir a tua doce boquinha a procurar o teu alimento, o teu mimo, o teu conforto. Aquele acto instintivo e incomparável. Aquele momento só nosso e de mais ninguém. Ali éramos só os dois, mesmo que estivessem pessoas por perto, eras só tu e eu. Numa redoma de amor. 
Podia olhar cada pormenor teu. Agarrar nas tuas mãozinhas, dar-te festinhas, sussurrar-te. Era comunicar contigo de uma forma tão única, tão especial. Mesmo que nem falasse. Sorrir só de te sentir. Tu adormecias sempre e eu sentia que o teu conforto era extremo. A tua paz. Ali sentias-te seguro. Ás vezes dou por mim a voltar a este tempo  - e já passou tanto tempo! Mas é impossível esquecer. 

Não foi fácil, não foi sempre bonito. 
Mas este segredo que te conto é para te dizer o quanto me sinto feliz por termos vivido isto juntos. Aqui quero apenas dizer… Que sinto saudades! E talvez tu também sintas o mesmo que já não faças ideia do que é.
Amamentar era sentir-te de corpo e alma. Foi a primeira coisa que fizeste quando chegaste a este mundo, sabias? Vieste até mim, pousaram-te no meu colo, e tu já sabias o que fazer. Incrível não é? É mesmo! Tu, acabado de nascer e de repente.. já sabias que ali era o teu alimento e o teu porto de abrigo. 

Passámos noites inteiras agarrados um ao outro, num abraço ternurento. O tempo deixava de existir para nós.
Amamentar-te era a única coisa que me fazia sentir que estava a fazer a coisa certa. E sei hoje que, amamentar foi sempre a coisa certa. Amamentar é e será sempre a coisa certa.

O segredo é nosso.

Ficam as saudades..


Novo texto que saiu no Mães.PT
Espreitem ❥
Mafalda
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segunda-feira, junho 12

Como tens a casa sempre arrumada?

É simples...muito simples até...


..Não tenho!

Não tenho porque é impossível ter e porque a prioridade não é, nem nunca será essa. A casa não é a minha prioridade, o meu filho sim. Estar com os nossos filhos a tempo inteiro não é sinal de termos tempo para TUDO. A ginástica já é muita, mas essa será sempre uma corrida impossível de ganhar. É gratificante, um sonho tornado realidade e tenho a certeza absoluta que não quereria trocar por nenhum outro trabalho do Mundo. Mas a realidade é esta: não é sempre fácil, nem fluído, nem bonito. Tem o lado menos glamoroso do conceito, o lado desarrumado, sujo e caótico. Tem os restos de comida pelo chão depois de um almoço, em que muitas vezes não são logo limpos porque primeiro tem que se lavar cara, dentes, trocar fralda e negociar a vinda de 2 ou 3 pó-pós nas mãos. Tem a roupa por lavar no chão enquanto ele decide que é um bom momento de diversão para se rebolar nela. Tem a loiça na máquina à espera de ser arrumada, porque primeiro há o adormecer dele no meu colo, em silêncio, no quarto.
Tem a roupa por passar a ferro há semanas, porque a tábua não é propriamente minha amiga de festa. Tem os brinquedos espalhados por toda a casa, porque mal são arrumados passado umas horas ganham vida e voltam ao chão. Porque existe um cão cá em casa que tem que ser passeado, uma, duas, três vezes ao dia e também por ele está essa prioridade. 
Sim, tem os dias que enquanto ele dorme eu fascino tudo e mais alguma coisa em tempo record e se a vizinha quiser ainda lhe dou um jeito na casa dela e outros que quando ele dorme eu planeio uma limpeza fabulástica em menos de meia-hora, mas o simples olhar para a confusão deixa-me a vontade fugir e deixo-me ali ficar, com ele enroscada. Há a rotina que me permite deixar as coisas orientadas e ter um lar limpo e confortável. Mas há a desarrumação natural, REAL de uma casa com um bebé. Há uma aprendizagem a ser criada com ele, em que desarruma, arruma. Suja, limpa. Mas não há o forçar a nada, nem é isso que quero que sinta. Quero que saiba que existem regras, mas também que a casa é para ser vivida com vida! 
Sim, eu não tenho sempre a casa impecavelmente arrumada e lamento, mas acredito que nunca terei até ele ter idade em que se quiser enclausurar no seu quarto a viver os seus tempos de crescido. Até lá, existe um ser chamado criança nesta casa. Que salta, mexe, explora, quebra, esconde, espalha. Que salta na cama, rebola no chão, faz pistas de carros no sofá. Que vive intensamente e a casa é reflexo disso mesmo, felizmente. Aqui vive-se de forma real. Não há objetos sagrados e existem migalhas para contar a história. O que importa é acima disso é sermos felizes, juntos, aqui.


Mafalda
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domingo, junho 11

O plano é ser feliz

O plano é ser feliz. Sejam quais forem as redes que morem por baixo, nós estaremos sempre acima delas. 
Pé solto, livre mas seguro, sempre. Seguro do amor, esse que nunca faltará, o que ampara tudo, balança tudo, cura tudo.
Pena na mão, uma extensão tua a que te deixa voar. Símbolo do sonho que deve ser a vida vivida a sonhar.
Meu pequeno marinheiro, quero-te lembrar, és tu quem nos levas junto enquanto navegas este Mar.
Vais saber que nem tudo são mares amenos. Que há ondas maiores pelo meio, mas enquanto há sonhos, há verdades e tu és a maior e melhor verdade do meu Sonho!

⛵️⚓️ 🕊
Mafalda
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sábado, junho 10

As crianças devem saber não fazer nada..

Aqui há tempos li algures que 'O tempo livre das crianças está a tornar-se um luxo' e vou ser muito sincera, deixa-me muito assustada. Não por nós -  nesta fase - , mas por muitas famílias que já se vêm incluídas e a imaginar-nos daqui a uns tempos quando ele for para a escola e aí ser muito possivelmente essa a dura realidade. A de que a liberdade de ser-se simplesmente criança é cada vez mais engolida pelas 'prioridades', pelas 'tarefas', pelo tempo para ter que estar em constante ação, a fazer coisas. 


As crianças precisam de tempo para não fazer nada, para se aborrecerem e precisam de aprender por elas próprias que isso também é bom. 

Se vos disser que os tempos da minha infância que mais me fazem mais sorrir quando os recordo, são os momentos de não fazer nada? De simplesmente estar sentada à beira de uma árvore a sonhar? A imaginar? A dar uso a este instrumento tão poderoso que é a imaginação da criança? 
Temos que lhes dar tempo, espaço e liberdade para que possam criar, inventar, descobrir-se… 

Tempo para observar a rua, as pessoas, os pássaros. Para estarem sozinhos nos seus quartos a brincar, a desarrumar. Para desenharem na areia, para construir uma fortaleza no quintal. Explorar a tal sensação de aborrecimento, a que os motiva a encontrar algo de estimulante, pode ser exatamente o que a criança precisa de 'fazer'. 
Se pensarmos bem nisso, acaba por ser muito esse o motivo de estarmos numa altura em que temos que ter sempre algum recurso para entreter uma criança. Ou um telemóvel, tablet, jogos, etc. Não que não ache que não o devemos ou possamos usar, atenção, não sou de todo extremista (em nada!) e também dou uso quando queremos. Mas refiro-me ao usarmos precisamente quando queremos e não quando a impaciência deles for imposta a esse uso. Deixá-los a não fazerem nada e a aprenderem a gerir isso é essencial.

Nós enquanto adultos prezamos tanto essa liberdade de não fazer nada e damos tanto valor aos tempos em que nos podíamos dar a esse 'luxo'. Aquela vontade que todos temos de 'chegar a casa e não fazer nada', ou 'ir dar uma volta sem destino'. Porque acharmos que as crianças também não sentem falta do mesmo? Elas não serão mais ou menos felizes se tiverem muitas tarefas para fazer. Podem ser tão felizes com o simples 'não fazer nada', a estarem somente na nossa presença.

Gosto de lhe dar estes tempos, este espaço. Gosto de lhe mostrar que a felicidade reside precisamente nessa liberdade e que pode contar comigo para a ter, só para si. 

Gosto de pensar que quando entrar para a escola, consigamos encontrar um meio termo, e que pelo menos numa altura do seu dia, consiga ter este escape. Para sonhar, imaginar, divagar... ser livre de ser criança.

Sentir a areia
observar o mar
Mafalda
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sexta-feira, junho 9

A Viola do Martim

Adoramos música. Desde cedo que prezo pelo contacto próximo com a mesma porque para além de ser um gosto especial, tenho consciência do impacto positivo que tem nele, não só a nível motor como cognitivo.
Desde que ele morava na minha barriga que me estendia no sofá e punha as nossas músicas a tocar e ali ficávamos, a sentir cada nota, cada batida, cada letra,e ele reagia sempre, entusiasmadamente!
Temos alguns instrumentos com os quais brincamos e tocamos desde cedo, como é o caso da harmónica e do xilofone. Adora e tem um jeitaço!
Agora que já está um mini rapazinho, já sentia falta de lhe acrescentar alguns mais variados. E se para além de ser um instrumento musical, giro e prático, servir também como peça decorativa? Perfeito, certo? Certo! :) Encontrei a peça ideal que desde que chegou cá a casa tem feito um autêntico sucesso! A surpresa foi simples. Sem datas especiais, nem ocasiões. Só porque sim. Porque gostamos de o ver feliz sem precisar de motivos. E assim foi: uma felicidade !! (dele e nossa!)
Olha mãe!!! Uma viola!!! :D
Today is a GOOD day to PLAY ☆

quinta-feira, junho 8

dias de luz



Sinto a brisa do mar que reflete uma luz doce e perfeita.
 Imagino-me a mergulhar, com leveza, sem nada mais em mim que silêncio e paz. Sei que este cenário é meu, tão meu. Cúmplice das ondas desde sempre, minhas confidentes, as que guardam os maiores tesouros que vivo e sonho.
Sorrio ao de leve enquanto rascunho um guardanapo de papel.

 É isto. 
Azul sem fim e sem destino. 
Amarelo brilhante e intenso. 
Pequenos rasgos de nuvens esquecidas pelo vento. 
Gaivotas que cantam ao ritmo do meu pensamento. 
Agradecer o hoje assim cheio de luz!






Mafalda
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quarta-feira, junho 7

Amar-te ♡


Será que sabes o quanto te amo?

Será que sabes que quando te observo, 
me perco, me apaixono ainda mais? Sempre mais?

Será que este amor não pára de crescer, nunca?

Se fui feita para te amar, deixa-mo dizer-te. Amo-te tanto!

Faltam-me as palavras tantas vezes, acredita. Ainda assim quando me perco a pensar em ti, elas acabam por fluir, leves e delicadas tal como o meu amor por ti. Amar-te com ou sem palavras, seja como for, é muito. Incalculável.

Falar de amor nem sempre é fácil, mas falar de ti é tanto. Ocupas o meu coração, preenches e conforta-lo. Nas tuas mãos ele mora e agita tantas vezes quanto tu choras ou ris. Salta tantas vezes quanto tu cais. Aperta tantas vezes quando te magoas. Tu tem-lo para sempre, será que sabes? 
Será sempre vivo em ti e para ti e as minhas palavras são meras mensageiras do que ele sente, são o retrato da verdade que ele vive, o espelho do meu amor por ti.

Tu és sonho, amor e verdade. 
És tudo.
E o meu coração é teu!

Mafalda
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dicas para preparar refeições com bebés em casa

Estarmos em casa com os nossos bebés a tempo inteiro requer muita imaginação! (para além de muitas outras coisas, claro.). 
Mas desde o momento em que eles começam a andar, a se tornarem cada vez mais autônomos e até a quererem fazer tudo sozinhos, as nossas atenções tendem a se redobrar e o nosso lado imaginativo a vir ao de cima.
Além disso a vontade deles de estarmos sempre presentes em todos os seus momentos acaba por ser, algumas vezes, menos fácil gerirmos alguns horários de acordo com as suas necessidades, especialmente na altura de preparar as refeições.

E a ginástica que é preciso ter para preparar um almoço enquanto o Martim anda a correr pela casa? A fazer as suas asneirolas típicas de rapaz mexido que é. A meter-se dentro da banheira, a saltar do sofá (sim, já faz isso!), a entornar a água do Udy, a chamar-nos insistentemente para os vermos a fazer alguma brincadeira, a atacar a televisão com objetos afiados, a ligar e desligar luzes e até a estar silencioso demais, que normalmente é sempre o sinal mais alarmante de todos! ahahah e etc etc etc etc e etc..
Como?! Como não deixar a comida queimar no fundo dos tachos?
Eu explico: ele cozinha comigo! 

Nem sempre, claro. Ou porque dorme enquanto o faço, ou porque simplesmente não quer e até fica sossegadinho a fazer qualquer outra coisa. Eu nunca o obrigo ou insisto para que fique, até porque por norma é ele que insiste em estar. Quer e adora estar ali comigo a ver-me cortar os alimentos, a lavar, a preparar. Vou-lhe explicando o que estou a fazer, a dizer-lhe os nomes das coisas, a dar-lhe a provar. Rimo-nos muito juntos, ele adora mexer na água e de ser ele a lavar os legumes. Acaba por ir penicando algumas coisinhas, vai conhecendo as texturas. Vamos ouvindo umas músicas, cantando, dançando, o tempo vai passando sem darmos conta. É muito, muito giro! 
Foi a forma mais prática e interessante que encontrei para conciliarmos juntos, uma tarefa que tem que ser feita quase todos os dias e que ocupa bastante do nosso tempo. Porque não fazer dela um momento especial do nosso dia? :)

Sei que existem umas cadeiras de madeira muito completas ao estilo montessoriano, com uns degraus e proteção lateral, o que permite eles estarem ao nível da bancada e nós estarmos confiantes na sua segurança.
Mas por cá sou muito prática e como não somos muito dados a práticas de carpintaria, o meu método é um tanto ou quanto mais rústico... (ahaha)

Exemplo retirado da internet

Como faço:

♡ Carpete no chão para dar aderência e ele mete-se de pé num banco largo de
cozinha. No nosso caso eu estou tranquila pois ele tem um controle motor muito afinado. Foi-se habituando cedo e para além disso é um verdadeiro macaquinho. Tem um equilíbrio incrível em tudo o que faz. Claro que estou sempre ao pé dele. Coloco-o na zona da bancada ao pé do lavatório, longe do fogão. 
♡ Nunca deixo utensílios cortantes ao pé dele e vou-lhe sempre ensinando o que é oquê e o que cada um faz para ir percebendo (e percebe) a sua finalidade. 

♡ Não me preocupo com roupas, nem sujidades, mas vou-lhe mostrando como se limpa e organiza o espaço. Ele ajuda bastante a limpar! Desde que começou que acha imensa piada a deslizar o paninho pela bancada.
♡ Quando estou a preparar algo mais aborrecido para ele, costumo dar-lhe umas folhas para ir fazendo rabiscos, ou alguns utensílios que possa brincar, encaixar, etc. Costumo usar muitas vezes umas forminhas de biscoitos que ele adora. 
Adora encaixar as forminhas no escorredor da loiça

Pontos positivos

 Estamos juntos 
 Torna-o mais independente
 Rimos juntos
 Sente-se envolvido
 Aprendemos juntos
 Sente-se necessário
 Penicamos juntos
Aprende a gostar de tarefas
♡ Desenhamos juntos
 Vê o que estou a fazer e quando não está ali comigo, entende
 Vê o Mundo de outras perspetiva :)

E é assim, tão simples quanto isto. No final ele fica encantado com tudo e adora ver a comida a sair do tacho e ir para o prato. E por vezes acontecem acidentes destes, que no fim valem umas boas gargalhadas e abraços bons 


Mafalda
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