sábado, abril 1

Um ano e meio de ti

Um ano e meio. Celebramos a ti e a nós. A este amor que nasceu. Este que desconhecíamos e que já não sabemos viver sem. Um ano e meio de conquistas e de tanta Felicidade. Os tropeços que fomos dando valeram-nos choros de medo e algumas lamúrias pelo meio. Faz parte sabes? Um dia vais saber que sim. Ninguém é imune a noites de pirilampo, em que são mais as vezes que estamos de pé do que deitados. Em que o nosso abraço é o único que te alenta, e que às vezes nem isso, somente o cansaço lá vai vencendo a força de não dormir. Nem a medos que nos superam. Não só aqueles que imaginamos, mas aqueles reais. Reais de mais. Que nos tocam e que nos ousam a perseguir. Mas a eles não lhes dou eu protagonismo. 

Um ano e meio em que aprendemos tanto. Mais que a vida toda até aqui. Tanto que damos por nós a sentir que já somos pais de dois de ti. Talvez pela vontade de o sermos. Um dia. Neste ano e meio fui a mãe que nunca pensei ser. Chorei quando achei que devia rir. Julguei-me quando não o devia fazer. Senti-me a menos do que na verdade era, fui e sou. E quem me ajudou a escrever isto no passado? Bem lá no pretérito mais que perfeito? Sim, o teu pai. Pai há um ano e meio. Feliz, seguro e completo.

Neste ano e meio foram mais as vezes que rimos que choramos. Rimos até nos momentos mais difíceis. Seja de que riso for, será sempre um riso de amor. Até o riso que não quer ser riso nas horas e momentos que não o devemos soltar. É inevitável quando esse riso se liga a ti. És a alma que desconhecíamos e aquela que conecta, a que nos liga. Sentir com o teu coração. Todas as tuas emoções, são nossas a dobrar. És pessoa neste imenso mundo há ano e meio e ele tornou-se infinito desde que chegaste. 

Nós demos-te a vida, aquela que agora é a nossa. Nas tuas mãos. Somos 3, há ano e meio e a cada dia é mais real. Mais certeza de que desde então somos tão mais felizes e preenchidos.

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